Dra. Nayara ZorteaOncologia Clínica · Santos/SP
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Tratamentos8 min de leitura

Como é feita a quimioterapia: passo a passo do tratamento

Quimioterapia é aplicada por via intravenosa ou oral em ciclos. Entenda como é feita a sessão, quanto dura, quantas são necessárias e o que esperar em cada etapa.

Dra. Nayara Zortea Lima

Dra. Nayara Zortea Lima

CRM 154553-SP · RQE 81432

04 de agosto de 2026

A quimioterapia é feita em sessões, geralmente por via intravenosa (na veia) ou oral (comprimidos), organizadas em ciclos com intervalos de descanso para o corpo se recuperar. Cada sessão dura de alguns minutos a algumas horas, num centro de infusão, e o número total de sessões varia conforme o tipo de tumor, o estadiamento e o esquema escolhido pelo oncologista. A quimioterapia não é um procedimento doloroso em si — a maioria dos pacientes descansa, lê ou vê TV durante a infusão.

Como é feita a quimioterapia (passo a passo)

1. Preparo antes da sessão

  • Exames de sangue recentes (hemograma, função renal/hepática).
  • Às vezes medicação prévia (antiemética, anti-histamínica).
  • Em alguns esquemas, hidratação venosa antes do fármaco.

2. Acesso venoso

  • Aplicação em veia do braço (acesso periférico) ou por cateter semipermanente (Port-a-Cath, PICC) em tratamentos mais longos.
  • O cateter evita punções repetidas e protege as veias.

3. Infusão do medicamento

  • Dura de 15 minutos a algumas horas, conforme o fármaco e o esquema.
  • O paciente fica em poltrona, acompanhado pela equipe de enfermagem.
  • Algumas drogas têm cor característica (veja a "quimioterapia vermelha").

4. Observação e liberação

  • Monitoramento de reações durante e após a infusão.
  • Orientações de cuidados em casa (hidratação, sinais de alerta).

Quantas sessões de quimioterapia são necessárias

Não existe número fixo. Depende do tipo de câncer e do objetivo:

Objetivo Quando Duração típica
Adjuvante Após cirurgia, para evitar retorno 3–6 meses
Neoadjuvante Antes da cirurgia, para reduzir o tumor 3–4 meses
Curativa Em tumores quimiossensíveis Variável
Paliativa/controle Doença avançada Contínua, por tempo indefinido

Os ciclos costumam ser a cada 2 ou 3 semanas, com intervalo de recuperação entre eles.

Quimioterapia oral x intravenosa

Característica Intravenosa Oral
Onde Centro de infusão Em casa
Frequência Ciclos a cada 2–3 semanas Doses diárias contínuas
Exemplos Maioria das quimios clássicas Capecitabina, temozolomida, alguns alvos

A via oral exige disciplina e controle rigoroso, mas oferece conforto. A escolha é do oncologista.

Quimioterapia dói?

A infusão em si não dói — é como qualquer soro na veia. O incômodo maior costuma ser a punção do cateter. Já os efeitos colaterais da quimioterapia (fadiga, náusea, queda de cabelo) aparecem ao longo dos ciclos, não durante a sessão.

O que levar e fazer na sessão

  • Documentos e carteirinha do convênio.
  • Lista de medicações em uso.
  • Algo para se distrair (livro, fones, tablet).
  • Acompanhante, se possível.

Efeitos colaterais mais comuns

  • Fadiga (cansaço que se acumula).
  • Náuseas e vômitos (hoje bem controlados com antieméticos).
  • Queda de cabelo (depende do fármaco).
  • Risco de infecção (quando os glóbulos brancos baixam).
  • Mucosite e alterações intestinais.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura uma sessão de quimioterapia?

Varia de 15 minutos a várias horas, conforme o(s) fármaco(s) e a hidratação necessária. A equipe informa o tempo previsto antes de cada ciclo.

Quantos dias depois da quimioterapia aparecem os efeitos colaterais?

Costumam surgir entre o 3º e o 7º dia após a sessão e melhoram antes do próximo ciclo. Cada esquema tem um padrão que o oncologista explica.

Quimioterapia é sempre intravenosa?

Não. Há esquemas orais (comprimidos) e também quimioterapia intratecal (no líquor) em casos específicos. A via depende do tumor e do fármaco.

Posso trabalhar durante a quimioterapia?

Muitos pacientes conseguem trabalhar, ajustando a rotina conforme a tolerância. Fadiga e risco de infecção em certos dias podem exigir folga.

Quem define o esquema de quimioterapia?

O oncologista clínico, com base no tipo de tumor, estadiamento, biomarcadores e condição do paciente. Para entender seu plano ou segunda opinião, agende uma consulta de oncologia clínica.

Aviso importante

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui uma consulta médica presencial ou por telemedicina. Para diagnóstico, tratamento ou orientações personalizadas, consulte sempre um profissional de saúde qualificado.

Autora: Dra. Nayara Zortea Lima
CRM 154553-SP · RQE 81432
Oncologista Clínica em Santos, SP

Dra. Nayara Zortea Lima, oncologista clínica em Santos, SP. CRM 154553-SP, RQE 81432.

Sobre a autora

Dra. Nayara Zortea Lima

Oncologia Clínica / Cancerologia Clínica

Oncologista clínica em Santos/SP, com formação em Medicina pela Universidade Iguaçu e residências em Clínica Médica e Cancerologia Clínica no Hospital Ana Costa. Mais de 5.000 atendimentos realizados. Atendimento presencial e por telemedicina para todo o Brasil.

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