Dra. Nayara ZorteaOncologia Clínica · Santos/SP
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Tipos de Câncer7 min de leitura

Tipos de linfoma: Hodgkin, não Hodgkin e principais subtipos

Quais são os tipos de linfoma? Entenda a diferença entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin, os principais subtipos (folicular, difuso de grandes células, Burkitt), comportamento e tratamento.

Dra. Nayara Zortea Lima

Dra. Nayara Zortea Lima

CRM 154553-SP · RQE 81432

04 de agosto de 2026

Os dois grandes tipos de linfoma são o linfoma de Hodgkin (que tem a célula de Reed-Sternberg como marcador e é altamente curável) e o linfoma não Hodgkin (um grupo amplo com dezenas de subtipos, divididos em indolentes e agressivos). Essa divisão é a primeira e mais importante classificação, porque define o comportamento da doença e o tratamento. Conheça os principais subtipos de cada grupo e o que esperar de cada um. Para o quadro geral, veja o que é linfoma.

Linfoma de Hodgkin x não Hodgkin

Característica Linfoma de Hodgkin Linfoma não Hodgkin
Célula de Reed-Sternberg Presente Ausente
Frequência ~10% dos linfomas ~90% dos linfomas
Idade típica 20–40 anos e +55 Maioria após os 60
Comportamento Mais localizado, ordenado Variável
Prognóstico Altamente curável Depende do subtipo

Linfoma de Hodgkin

  • Tem a célula de Reed-Sternberg ao microscópio.
  • Altamente curável, mesmo em estágios avançados.
  • Tratamento com quimioterapia (esquema ABVD) e, às vezes, radioterapia.
  • Em casos de recaída, há opções como imunoterapia e transplante.

Linfoma não Hodgkin: os principais subtipos

O linfoma não Hodgkin é dividido em duas grandes categorias:

Linfomas indolentes (crescimento lento)

Subtipo Característica
Folicular Mais comum dos indolentes; crescimento lento; muitas vezes controlável por anos
Linfoma de células do manto Comportamento intermediário
LLC (leucemia linfocítica crônica) Relacionada, frequentemente indolente

Linfomas agressivos (crescimento rápido)

Subtipo Característica
Difuso de grandes células B Mais comum dos agressivos; tratamento com intenção curativa (R-CHOP)
Linfoma de Burkitt Muito agressivo, rápido; mais comum em jovens; tratado com quimioterapia intensiva
Linfoma de células T periféricas Grupo variável, geralmente agressivo
Linfoma NK/T Raro

Linfoma de Burkitt

Subtipo muito agressivo de crescimento extremamente rápido, que duplica de tamanho em dias. É mais comum em crianças e jovens e responde bem a quimioterapia intensiva. Tem forma endêmica (África, ligado ao EBV) e esporádica (Brasil).

Como o subtipo é definido

O subtipo é definido pela biópsia do gânglio com:

  • Análise ao microscópio (morfologia).
  • Imuno-histoquímica (marcadores CD20, CD3, CD15, CD30, etc.).
  • Citogenética/molecular (em casos selecionados).

Sem biópsia não há definição de subtipo — e sem subtipo não há tratamento correto.

Tratamento por tipo

Tipo Tratamento típico
Hodgkin ABVD (quimio) ± radioterapia
Difuso de grandes células B R-CHOP (quimio + rituximabe)
Folicular (indolente) Rituximabe + quimio ou observação inicial
Burkitt Quimioterapia intensiva, hospitalar
Recaídas Terapia celular (CAR-T), transplante de medula

O oncologista clínico coordena todo o tratamento sistêmico. O estadiamento (geralmente com PET-CT) define a extensão.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin?

A presença da célula de Reed-Sternberg define o de Hodgkin. O não Hodgkin é um grupo maior, com muitos subtipos e comportamentos variados. Ambos são tratados com quimioterapia/imunoterapia.

Linfoma folicular é cancer?

Sim. É um subtipo do linfoma não Hodgkin, geralmente indolente (crescimento lento). Muitas vezes é controlável por muitos anos, embora nem sempre curável em sentido estrito.

Linfoma de Burkitt tem cura?

Pode ter cura. É muito agressivo, mas responde bem à quimioterapia intensiva, especialmente em jovens. O tratamento é hospitalar e requer equipe especializada.

Todo linfoma não Hodgkin é igual?

Não. O linfoma não Hodgkin inclui dezenas de subtipos, de indolentes (crescimento lento) a muito agressivos. Cada um tem comportamento e tratamento próprios — por isso a biópsia com imuno-histoquímica é essencial.

Preciso de oncologista para linfoma?

Sim. O oncologista clínico (ou hematologista) coordena o tratamento de todos os tipos de linfoma. Para avaliação ou segunda opinião, agende uma consulta.

Aviso importante

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui uma consulta médica presencial ou por telemedicina. Para diagnóstico, tratamento ou orientações personalizadas, consulte sempre um profissional de saúde qualificado.

Autora: Dra. Nayara Zortea Lima
CRM 154553-SP · RQE 81432
Oncologista Clínica em Santos, SP

Dra. Nayara Zortea Lima, oncologista clínica em Santos, SP. CRM 154553-SP, RQE 81432.

Sobre a autora

Dra. Nayara Zortea Lima

Oncologia Clínica / Cancerologia Clínica

Oncologista clínica em Santos/SP, com formação em Medicina pela Universidade Iguaçu e residências em Clínica Médica e Cancerologia Clínica no Hospital Ana Costa. Mais de 5.000 atendimentos realizados. Atendimento presencial e por telemedicina para todo o Brasil.

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