Tipos de linfoma: Hodgkin, não Hodgkin e principais subtipos
Quais são os tipos de linfoma? Entenda a diferença entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin, os principais subtipos (folicular, difuso de grandes células, Burkitt), comportamento e tratamento.

Dra. Nayara Zortea Lima
CRM 154553-SP · RQE 81432
Os dois grandes tipos de linfoma são o linfoma de Hodgkin (que tem a célula de Reed-Sternberg como marcador e é altamente curável) e o linfoma não Hodgkin (um grupo amplo com dezenas de subtipos, divididos em indolentes e agressivos). Essa divisão é a primeira e mais importante classificação, porque define o comportamento da doença e o tratamento. Conheça os principais subtipos de cada grupo e o que esperar de cada um. Para o quadro geral, veja o que é linfoma.
Linfoma de Hodgkin x não Hodgkin
| Característica | Linfoma de Hodgkin | Linfoma não Hodgkin |
|---|---|---|
| Célula de Reed-Sternberg | Presente | Ausente |
| Frequência | ~10% dos linfomas | ~90% dos linfomas |
| Idade típica | 20–40 anos e +55 | Maioria após os 60 |
| Comportamento | Mais localizado, ordenado | Variável |
| Prognóstico | Altamente curável | Depende do subtipo |
Linfoma de Hodgkin
- Tem a célula de Reed-Sternberg ao microscópio.
- Altamente curável, mesmo em estágios avançados.
- Tratamento com quimioterapia (esquema ABVD) e, às vezes, radioterapia.
- Em casos de recaída, há opções como imunoterapia e transplante.
Linfoma não Hodgkin: os principais subtipos
O linfoma não Hodgkin é dividido em duas grandes categorias:
Linfomas indolentes (crescimento lento)
| Subtipo | Característica |
|---|---|
| Folicular | Mais comum dos indolentes; crescimento lento; muitas vezes controlável por anos |
| Linfoma de células do manto | Comportamento intermediário |
| LLC (leucemia linfocítica crônica) | Relacionada, frequentemente indolente |
Linfomas agressivos (crescimento rápido)
| Subtipo | Característica |
|---|---|
| Difuso de grandes células B | Mais comum dos agressivos; tratamento com intenção curativa (R-CHOP) |
| Linfoma de Burkitt | Muito agressivo, rápido; mais comum em jovens; tratado com quimioterapia intensiva |
| Linfoma de células T periféricas | Grupo variável, geralmente agressivo |
| Linfoma NK/T | Raro |
Linfoma de Burkitt
Subtipo muito agressivo de crescimento extremamente rápido, que duplica de tamanho em dias. É mais comum em crianças e jovens e responde bem a quimioterapia intensiva. Tem forma endêmica (África, ligado ao EBV) e esporádica (Brasil).
Como o subtipo é definido
O subtipo é definido pela biópsia do gânglio com:
- Análise ao microscópio (morfologia).
- Imuno-histoquímica (marcadores CD20, CD3, CD15, CD30, etc.).
- Citogenética/molecular (em casos selecionados).
Sem biópsia não há definição de subtipo — e sem subtipo não há tratamento correto.
Tratamento por tipo
| Tipo | Tratamento típico |
|---|---|
| Hodgkin | ABVD (quimio) ± radioterapia |
| Difuso de grandes células B | R-CHOP (quimio + rituximabe) |
| Folicular (indolente) | Rituximabe + quimio ou observação inicial |
| Burkitt | Quimioterapia intensiva, hospitalar |
| Recaídas | Terapia celular (CAR-T), transplante de medula |
O oncologista clínico coordena todo o tratamento sistêmico. O estadiamento (geralmente com PET-CT) define a extensão.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre linfoma de Hodgkin e não Hodgkin?
A presença da célula de Reed-Sternberg define o de Hodgkin. O não Hodgkin é um grupo maior, com muitos subtipos e comportamentos variados. Ambos são tratados com quimioterapia/imunoterapia.
Linfoma folicular é cancer?
Sim. É um subtipo do linfoma não Hodgkin, geralmente indolente (crescimento lento). Muitas vezes é controlável por muitos anos, embora nem sempre curável em sentido estrito.
Linfoma de Burkitt tem cura?
Pode ter cura. É muito agressivo, mas responde bem à quimioterapia intensiva, especialmente em jovens. O tratamento é hospitalar e requer equipe especializada.
Todo linfoma não Hodgkin é igual?
Não. O linfoma não Hodgkin inclui dezenas de subtipos, de indolentes (crescimento lento) a muito agressivos. Cada um tem comportamento e tratamento próprios — por isso a biópsia com imuno-histoquímica é essencial.
Preciso de oncologista para linfoma?
Sim. O oncologista clínico (ou hematologista) coordena o tratamento de todos os tipos de linfoma. Para avaliação ou segunda opinião, agende uma consulta.
Aviso importante
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui uma consulta médica presencial ou por telemedicina. Para diagnóstico, tratamento ou orientações personalizadas, consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
Autora: Dra. Nayara Zortea Lima
CRM 154553-SP · RQE 81432
Oncologista Clínica em Santos, SP

Sobre a autora
Dra. Nayara Zortea Lima
Oncologia Clínica / Cancerologia Clínica
Oncologista clínica em Santos/SP, com formação em Medicina pela Universidade Iguaçu e residências em Clínica Médica e Cancerologia Clínica no Hospital Ana Costa. Mais de 5.000 atendimentos realizados. Atendimento presencial e por telemedicina para todo o Brasil.
