Dra. Nayara ZorteaOncologia Clínica · Santos/SP
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Tipos de Câncer8 min de leitura

Câncer de ovário: sintomas, sinais silenciosos e quando investigar

O câncer de ovário é silencioso no início. Conheça os sintomas (inchaço, dor pélvica, alteração intestinal), os fatores de risco, como é diagnosticado e se tem cura.

Dra. Nayara Zortea Lima

Dra. Nayara Zortea Lima

CRM 154553-SP · RQE 81432

04 de agosto de 2026

O câncer de ovário é conhecido como "silencioso" porque, no início, costuma não dar sintomas ou produz sinais vagos — inchaço na barriga, desconforto pélvico, alteração do hábito intestinal, sensação de saciedade rápida e aumento da frequência urinária. Como esses sinais são comuns a muitas condições benignas, o diagnóstico costuma ser tardio. Os principais fatores de risco são história familiar e mutações genéticas (BRCA). Embora seja um câncer perigoso quando descoberto tarde, tem tratamento e pode ter cura quando detectado em estágio inicial.

Sintomas do câncer de ovário

Sintoma Como se manifesta Preocupação quando
Inchaço abdominal Barriga inchada, aumentada Persistente (> 2–3 semanas)
Dor/desconforto pélvico Dor na baixa barriga Nova e persistente
Sensação de saciedade rápida Fome que some logo Associada a emagrecimento
Alteração intestinal Constipação ou diarreia Mudança recente do padrão
Aumento da micção Vontade frequente de urinar Sem infecção urinária
Perda de peso e fadiga Sem causa aparente Importante

Esses sintomas são inespecíficos — a maioria das vezes vêm de causas benignas (ovário policístico, endometriose, problemas intestinais). Preocupam quando são persistentes, novos e combinados.

Câncer de ovário tem cura?

Pode ter cura, especialmente quando diagnosticado em estágio inicial (limitado ao ovário). O problema é que, por ser silencioso, boa parte dos casos é descoberta em estágio avançado. Mesmo assim, há tratamento com cirurgia e quimioterapia, e os avanços em terapia de manutenção melhoraram muito o prognóstico.

Fatores de risco

  • História familiar de câncer de ovário, mama ou intestino.
  • Mutação genética BRCA1/BRCA2 (e síndrome de Lynch).
  • Idade — mais comum após a menopausa (50–70 anos).
  • Nunca ter engravidado / infertilidade.
  • Endometriose.
  • Menarca precoce / menopausa tardia.

Mulheres com história familiar importante devem procurar aconselhamento genético. Veja também sintomas de câncer de mama e prevenção do câncer de mama.

O que reduz o risco

  • Uso de anticoncepcional oral combinado (reduz o risco).
  • Amamentação.
  • Gravidez.
  • Salpingo-ooforectomia profilática (remoção preventiva das trompas e ovários) em portadoras de mutação BRCA.

Como é diagnosticado

Não existe exame de rastreamento eficaz para o câncer de ovário na população geral. O diagnóstico combina:

Exame Para quê
Ultrassom transvaginal Avalia os ovários
CA-125 Marcador tumoral (apoio, não rastreio isolado)
Tomografia/Ressonância Avalia extensão
Biópsia / cirurgia Confirma o diagnóstico e o estadiamento

O CA-125 pode estar elevado em condições benignas (endometriose, menstruação), por isso não é usado isoladamente para rastrear.

Tratamento

O tratamento é multidisciplinar e costuma combinar:

  • Cirurgia (estadiamento e redução tumoral — "debulking").
  • Quimioterapia (antes e/ou depois da cirurgia).
  • Terapia-alvo/terapia de manutenção (ex.: inibidores de PARP para casos com mutação BRCA).
  • Em alguns casos, hormonioterapia ou imunoterapia.

O oncologista clínico coordena o tratamento sistêmico.

Perguntas frequentes

Câncer de ovário é perigoso?

É considerado um dos cânceres ginecológicos mais sérios, principalmente porque costuma ser silencioso e diagnosticado tarde. Mas tem tratamento e pode ter cura, especialmente em estágio inicial.

Quem tem ovário policístico tem mais risco de câncer de ovário?

Não diretamente. A síndrome do ovário policístico não aumenta significativamente o risco de câncer de ovário. O risco maior está ligado a história familiar e mutações BRCA.

CA-125 alto é câncer de ovário?

Não obrigatoriamente. O CA-125 sobe em várias condições benignas (endometriose, miomas, menstruação, gravidez). É interpretado no contexto clínico, nunca isoladamente.

Existe exame de rastreamento para câncer de ovário?

Não há exame eficaz de rastreamento na população geral. Mulheres de alto risco (BRCA, história familiar importante) fazem acompanhamento com ultrassom transvaginal e CA-125 sob orientação do ginecologista.

Preciso de oncologista para câncer de ovário?

Sim. O oncologista clínico coordena o tratamento sistêmico (quimioterapia, terapia-alvo), junto com o ginecologista oncológico (cirurgia). Para avaliação ou segunda opinião, agende uma consulta.

Aviso importante

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui uma consulta médica presencial ou por telemedicina. Para diagnóstico, tratamento ou orientações personalizadas, consulte sempre um profissional de saúde qualificado.

Autora: Dra. Nayara Zortea Lima
CRM 154553-SP · RQE 81432
Oncologista Clínica em Santos, SP

Dra. Nayara Zortea Lima, oncologista clínica em Santos, SP. CRM 154553-SP, RQE 81432.

Sobre a autora

Dra. Nayara Zortea Lima

Oncologia Clínica / Cancerologia Clínica

Oncologista clínica em Santos/SP, com formação em Medicina pela Universidade Iguaçu e residências em Clínica Médica e Cancerologia Clínica no Hospital Ana Costa. Mais de 5.000 atendimentos realizados. Atendimento presencial e por telemedicina para todo o Brasil.

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