Dra. Nayara ZorteaOncologia Clínica · Santos/SP
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Tipos de Câncer8 min de leitura

Tipos de câncer de pele: os 3 principais e suas diferenças

Os três tipos principais de câncer de pele são carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma. Conheça as diferenças, a aparência de cada um e qual é o mais perigoso.

Dra. Nayara Zortea Lima

Dra. Nayara Zortea Lima

CRM 154553-SP · RQE 81432

04 de agosto de 2026

Os três tipos principais de câncer de pele são o carcinoma basocelular (o mais comum e menos agressivo), o carcinoma espinocelular e o melanoma (o mais perigoso, mas também o menos frequente). Juntos, basocelular e espinocelular formam o grupo chamado "câncer de pele não melanoma", que responde pela maioria dos casos e tem altíssima taxa de cura. O melanoma, embora raro, exige atenção porque pode se espalhar se não tratado cedo.

Os 3 tipos de câncer de pele

Tipo Frequência Gravidade Metastiza?
Carcinoma basocelular ~70–80% dos casos Baixa (crescimento lento) Raramente
Carcinoma espinocelular ~20% dos casos Moderada Pode, se tardio
Melanoma ~4% dos casos Alta se tardio Sim, agressivo

1. Carcinoma basocelular (CBC)

É o tipo mais comum e surge nas áreas expostas ao sol (rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo de calvos).

  • Aparência: nódulo rosado/brilhante, às vezes com vasinhos visíveis; pode ter uma crosta central ou sangrar com facilidade.
  • Comportamento: crescimento lento, raramente metastiza, mas pode causar deformidade local se não tratado.
  • Tratamento: cirurgia (incluindo a micrográfica de Mohs em áreas sensíveis como o rosto), crioterapia ou radioterapia.

Veja se o câncer de pele tem cura.

2. Carcinoma espinocelular (CEC)

Também surge em áreas expostas ao sol, frequentemente a partir de lesões pré-cancerosas (queratose actínica).

  • Aparência: lesão endurecida, descamativa, avermelhada, que cresce e pode sangrar ou formar ferida.
  • Comportamento: mais agressivo que o basocelular; pode metastizar para linfonodos se tardio.
  • Tratamento: cirurgia, às vezes radioterapia. Em casos avançados, tratamento sistêmico.

3. Melanoma

É o tipo que mais preocupa, originado nos melanócitos (células que dão cor à pele).

  • Aparência: pinta escura irregular, com bordas mal definidas, várias cores e que muda ao longo do tempo (regra do ABCDE).
  • Comportamento: se detectado cedo é altamente curável; se tardio, pode metastizar para órgãos.
  • Tratamento: cirurgia ampla; em estágios avançados, imunoterapia e terapia-alvo revolucionaram o tratamento.

Avalie suas pintas com a regra do ABCDE descrita em sintomas de câncer de pele e em manchas suspeitas.

Câncer de pele não melanoma

É o nome dado ao conjunto basocelular + espinocelular. É responsável pela maior parte dos mais de 180 mil casos novos/ano no Brasil e tem prognóstico excelente quando tratado precocemente.

Fatores de risco (comuns aos três tipos)

  • Exposição solar acumulada e queimaduras antigas.
  • Pele, olhos e cabelos claros.
  • História familiar de câncer de pele.
  • Imunossupressão.
  • Idade avançada.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, confirmado por biópsia da lesão suspeita. O estadiamento é feito principalmente no melanoma e no carcinoma espinocelular avançado.

Perguntas frequentes

Qual o tipo de câncer de pele mais perigoso?

O melanoma é o mais perigoso, porque pode se espalhar para outros órgãos. Mas é também o menos frequente (~4% dos casos). O basocelular, o mais comum, raramente metastiza.

Câncer de pele não melanoma é grave?

Em geral, não é grave quando tratado cedo. Basocelular e espinocelular têm altíssima taxa de cura. O risco existe quando há atraso no tratamento, especialmente do espinocelular.

Melanoma tem cura?

Sim, principalmente quando detectado ainda fino e localizado. Em estágios avançados, a imunoterapia e a terapia-alvo mudaram o prognóstico, com respostas duradouras.

Como saber se uma mancha é câncer de pele?

Sinais de alerta: mancha nova que muda de cor, forma ou tamanho, sangra, ou ferida que não cicatriza em 4 semanas. Em dúvida, consulte um dermatologista.

Preciso de oncologista para câncer de pele?

Basocelular e espinocelular costumam ser tratados por dermatologista/cirurgião. O oncologista clínico atua no melanoma avançado e em casos que precisam de tratamento sistêmico. Para segunda opinião, é possível agendar uma consulta.

Aviso importante

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui uma consulta médica presencial ou por telemedicina. Para diagnóstico, tratamento ou orientações personalizadas, consulte sempre um profissional de saúde qualificado.

Autora: Dra. Nayara Zortea Lima
CRM 154553-SP · RQE 81432
Oncologista Clínica em Santos, SP

Dra. Nayara Zortea Lima, oncologista clínica em Santos, SP. CRM 154553-SP, RQE 81432.

Sobre a autora

Dra. Nayara Zortea Lima

Oncologia Clínica / Cancerologia Clínica

Oncologista clínica em Santos/SP, com formação em Medicina pela Universidade Iguaçu e residências em Clínica Médica e Cancerologia Clínica no Hospital Ana Costa. Mais de 5.000 atendimentos realizados. Atendimento presencial e por telemedicina para todo o Brasil.

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