Tipos de câncer de pele: os 3 principais e suas diferenças
Compare carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma: aparência, riscos e por que uma lesão suspeita precisa de avaliação.

Dra. Nayara Zortea Lima
CRM 154553-SP · RQE 81432
Os três tipos principais de câncer de pele são o carcinoma basocelular (o mais comum e menos agressivo), o carcinoma espinocelular e o melanoma (o mais perigoso, mas também o menos frequente). Juntos, basocelular e espinocelular formam o grupo chamado "câncer de pele não melanoma", que responde pela maioria dos casos e tem altíssima taxa de cura. O melanoma, embora raro, exige atenção porque pode se espalhar se não tratado cedo.
Os 3 tipos de câncer de pele
| Tipo | Frequência | Gravidade | Metastiza? |
|---|---|---|---|
| Carcinoma basocelular | ~70–80% dos casos | Baixa (crescimento lento) | Raramente |
| Carcinoma espinocelular | ~20% dos casos | Moderada | Pode, se tardio |
| Melanoma | ~4% dos casos | Alta se tardio | Sim, agressivo |
1. Carcinoma basocelular (CBC)
É o tipo mais comum e surge nas áreas expostas ao sol (rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo de calvos).
- Aparência: nódulo rosado/brilhante, às vezes com vasinhos visíveis; pode ter uma crosta central ou sangrar com facilidade.
- Comportamento: crescimento lento, raramente metastiza, mas pode causar deformidade local se não tratado.
- Tratamento: cirurgia (incluindo a micrográfica de Mohs em áreas sensíveis como o rosto), crioterapia ou radioterapia.
Veja se o câncer de pele tem cura.
2. Carcinoma espinocelular (CEC)
Também surge em áreas expostas ao sol, frequentemente a partir de lesões pré-cancerosas (queratose actínica).
- Aparência: lesão endurecida, descamativa, avermelhada, que cresce e pode sangrar ou formar ferida.
- Comportamento: mais agressivo que o basocelular; pode metastizar para linfonodos se tardio.
- Tratamento: cirurgia, às vezes radioterapia. Em casos avançados, tratamento sistêmico.
3. Melanoma
É o tipo que mais preocupa, originado nos melanócitos (células que dão cor à pele).
- Aparência: pinta escura irregular, com bordas mal definidas, várias cores e que muda ao longo do tempo (regra do ABCDE).
- Comportamento: se detectado cedo é altamente curável; se tardio, pode metastizar para órgãos.
- Tratamento: cirurgia ampla; em estágios avançados, imunoterapia e terapia-alvo revolucionaram o tratamento.
Avalie suas pintas com a regra do ABCDE descrita em sintomas de câncer de pele e em manchas suspeitas.
Câncer de pele não melanoma
É o nome dado ao conjunto basocelular + espinocelular. É responsável pela maior parte dos mais de 180 mil casos novos/ano no Brasil e tem prognóstico excelente quando tratado precocemente.
Fatores de risco (comuns aos três tipos)
- Exposição solar acumulada e queimaduras antigas.
- Pele, olhos e cabelos claros.
- História familiar de câncer de pele.
- Imunossupressão.
- Idade avançada.
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico, confirmado por biópsia da lesão suspeita. O estadiamento é feito principalmente no melanoma e no carcinoma espinocelular avançado.
Perguntas frequentes
Qual o tipo de câncer de pele mais perigoso?
O melanoma é o mais perigoso, porque pode se espalhar para outros órgãos. Mas é também o menos frequente (~4% dos casos). O basocelular, o mais comum, raramente metastiza.
Câncer de pele não melanoma é grave?
Em geral, não é grave quando tratado cedo. Basocelular e espinocelular têm altíssima taxa de cura. O risco existe quando há atraso no tratamento, especialmente do espinocelular.
Melanoma tem cura?
Sim, principalmente quando detectado ainda fino e localizado. Em estágios avançados, a imunoterapia e a terapia-alvo mudaram o prognóstico, com respostas duradouras.
Como saber se uma mancha é câncer de pele?
Sinais de alerta: mancha nova que muda de cor, forma ou tamanho, sangra, ou ferida que não cicatriza em 4 semanas. Em dúvida, consulte um dermatologista.
Preciso de oncologista para câncer de pele?
Basocelular e espinocelular costumam ser tratados por dermatologista/cirurgião. O oncologista clínico atua no melanoma avançado e em casos que precisam de tratamento sistêmico. Para segunda opinião, é possível agendar uma consulta.
Fontes de referência
Uma lesão de pele precisa da avaliação certa
Mudanças em uma pinta ou lesão devem ser avaliadas por dermatologista. Quando existe diagnóstico de melanoma ou outro tumor que exige tratamento sistêmico, o oncologista clínico pode participar da discussão do cuidado.
Aviso importante
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui uma consulta médica presencial ou por telemedicina. Para diagnóstico, tratamento ou orientações personalizadas, consulte sempre um profissional de saúde qualificado.
Autora: Dra. Nayara Zortea Lima
CRM 154553-SP · RQE 81432
Oncologista Clínica em Santos, SP

Sobre a autora
Dra. Nayara Zortea Lima
Oncologia Clínica / Cancerologia Clínica
Oncologista clínica em Santos/SP, com formação em Medicina pela Universidade Iguaçu e residências em Clínica Médica e Cancerologia Clínica no Hospital Ana Costa. Mais de 5.000 atendimentos realizados. Atendimento presencial e por telemedicina para todo o Brasil.
